COMO TUDO COMEÇOU

"Em 1982 eu fazia um curso sobre a Bíblia com o pároco da Igreja São Patrício no Rio Pequeno. Um padre admirável! Franciscano legítimo, digno de toda admiração e respeito pela seriedade e santidade no seu sacerdócio. O Padre Kirano.

Certo dia, vendo o grande número de crianças frequentando a igreja, perguntei ao padre porquê ele não montava uma creche ali no salão da paróquia. Ele solenemente me respondeu: “Não tenho como cuidar de tudo; sou sozinho!”

Fui para casa e pensei: “Porque eu o mandei fazer algo? Porque eu mesma não faço?” E foi assim que nasceu a idéia de fundar uma escola de Educação Infantil no bairro.

Em 07 de fevereiro de 1983 aluguei uma casa na Rua Prof. Gilio Sattin.  Logo no ano seguinte já precisamos mudar pois o espaço ficou pequeno, e fomos então para o final da Rua Prof. Gilio Sattin (ainda não havia a Av. Politécnica).

Ali, fomos crescendo e amadurecendo nossos projetos e nossas atividades. Ficamos neste local por 14 anos, mas dali fomos obrigados a nos retirar em vista das enchentes que sofríamos: a cada dois anos, enchentes de dois metros cobriam a escola.

Foram tempos muitos difíceis de muitas perdas, muitas agonias e muito sofrimento. Mas a fé me animava, e uma certeza: a certeza de que com o amor que sempre tive pelo meu trabalho, tudo um dia iria dar certo.

E assim fui. De ano em ano, de trabalho em trabalho, de conquistas em conquistas, de tragédias em tragédias… Sobrevivi!

Hoje, com a confiança e o respeito da nossa comunidade que sabem da nossa dedicação aos nossos alunos, temos uma história a contar!

Nada veio sozinho. Tudo veio do esforço, da dedicação, do estudo... Do reconhecimento dos alunos que por nós passaram.

E já são 35 anos de trabalho. É muito gratificante receber nossos alunos antigos, hoje casados, com filhos, muitos deles nossos alunos... e ouvir a frase “Obrigada professora, você me tornou melhor!”.

Hoje temos uma escola incomparável, pois temos um elemento que raras têm: a dedicação e o carinho pelos nossos alunos. Eles não são apenas números nos boletos; são seres humanos, respeitados, cuidados e orientados para serem felizes e atingirem seus próprios objetivos.”

— Depoimento da fundadora Maria Lucia Ebner Rodrigues Alves.
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